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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Justiça coloca sob suspeita construção de presídios no ES

O relatório assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Pedro Valls Feu Rosa, sobre a operação "Lee Oswald", da Polícia Federal, aponta um esquema "de lavagem de dinheiro, desvios de recursos e favorecimentos a amigos na construção de presídios, com licitações dirigidas”.  De acordo com o documento, a "moeda de troca funcionava bem no Espírito Santo. Enquanto o Estado detém índices de criminalidade entre os maiores do país, verbas que deveriam ser destinadas para resolver esta importante função são desviadas imoralmente".  "Foram construídos 23 presídios, geralmente em locais ermos, em terrenos sem nenhuma infra-estrutura, pagos a valores superfaturados", revela o relatório, se referindo ao governo estadual anterior. A empresa DM Construções ganhou a maior parte das licitações, cada presídio custou em média R$ 22 milhões. Segundo a denúncia "o Estado fez um contrato obscuro com o Inap (Instituto Nacional de Administração Prisional), empresa paranaense, pioneira na terceirização de presídios”. Todas as informações constam no documento, de 201 páginas, do TJES. (Agência Congresso).

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