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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Acusados de serem mandantes de tortura a idosos durante assalto são presos


Três pessoas acusadas de torturarem um casal de idosos durante um assalto, no bairro São Marcos, na Serra, foram presos na quarta-feira (14). O crime aconteceu em setembro e, na ocasião, Normélio Ferreira Montarrois, de 74 anos, não resistiu à tortura e morreu. A mulher de Normélio, Ilma Ramos Montarroios, de 74 anos, também foi torturada durante o assalto.
R$ 25 mil. Esse foi o preço pago para que as vítimas fossem torturadas. De acordo com a polícia, mais duas pessoas são acusadas de participarem do crime. Ainda de acordo com a polícia, Gleyston Elias da Silva, de 32 anos, é apontado como o homem contratado para realizar o crime. “Eu estou muito arrependido do que fiz. Na verdade, era só para assaltar a casa do casal e não machucá-los. Eu só aceitei cometer o crime, porque precisa do dinheiro para bancar um tratamento de saúde”, declarou.
Quem solicitou os serviços dele foi o casal Elizete do Nascimento Almeida, de 45 anos, e Marcos Nascimento, de 46 anos. Na época do crime, o casal era vizinho das vítimas. Luciana de Almeida Borges, também é acusada de estar envolvida no crime e ainda é procurada pela polícia. Além dela, a polícia também procura por Antônio Marcos de Jesus Ribeiro, o Nenego, que pode ter sido o responsável pela morte de Normélio.
O crime
O crime aconteceu em setembro deste ano. O idoso foi rendido dentro de casa, junto com a esposa, Ilma Ramos Montarroios, de 74 anos. Os dois foram amarrados, amordaçados e durante horas seguidas foram torturados pelos assaltantes. Normélio não resistiu aos ferimentos. Depois que os bandidos fugiram, a esposa dele ainda ficou por quase 24 horas amarrada ao lado do corpo do marido.
As investigações duraram cerca de 60 dias e as primeiras pistas surgiram já no depoimento da idosa, que sobreviveu as agressões. A idosa, totalmente lúcida e ainda hospitalizada, reconheceu um dos agressores como sendo o homem apresentado a ela um dia antes do crime, pelo casal de vizinhos. “Por azar dos mandantes do crime, a idosa sobreviveu, mesmo estando muito machuca e depois de ter ficado cerca de 24 horas amarrada ao lado do corpo do marido. Ela reconheceu sem sombra de dúvidas o casal como sendo o mandante do crime”, contou o delegado Tarcisio Otoni.
Elizete e Marcos estavam escondidos em Alegre, região serrana do Espírito Santo. Na casa deles a polícia apreendeu uma carabina calibre 12, munição e R$ 3,5 mil em dinheiro. Elizete afirmou que não está envolvida no latrocínio. “No dia do crime eu estava em casa com a minha filha doente. Eu não tenho nada haver com isso e vou me defender em juízo”, declarou.
Já Gleyston, que esteve preso por homicídio até junho deste ano, quando fugiu da Casa de Custódia de Vila Velha, admitiu a participação do crime, mas afirmou que não foi ele o autor dos golpes que mataram Normélio. “Eu participei do crime sim, mas eu não sou o responsável pelos golpes que mataram o idoso. Eu saí da casa e deixei outras pessoas lá dentro. E quando eu saí, o idoso não estava machucado”, contou.
O delgado Tarcisio Otoni informou ainda que os acusados vão responder por quatro crimes. Latrocínio consumado, latrocínio tentado, posse ilegal de arma de fogo e posse ilegal de munição restrita. Cada acusada deve pegar de 31 a 54 anos de prisão.

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