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domingo, 11 de novembro de 2012

Novembro Azul - Mês Mundial de Combate ao Câncer de Próstata

Muitas pessoas ainda não sabem exatamente o que é Próstata, e mesmo assim logo cria uma barreira para fazer o exame, que é fundamental para se detectar um Câncer na Próstata. 
O Mês de Novembro foi escolhido para ser 'O Mês Mundial de Combate ao Câncer de Próstata', e nossa intenção é exclusiva em divulgar esta bela e exemplar campanha, ajudando assim as pessoas a se informarem melhor sobre esta mal, que mata milhares e milhares de pessoas no mundo todo.

Traremos na sequencia informações muito importantes, veja:

A Próstata

É uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen.
Trata-se de um órgão muito pequeno, com cerca de 25 a 30 gramas, e que se parece com uma castanha, situada logo abaixo da bexiga, à frente do reto.
A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada.
Produz cerca de 70% do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides e liberado durante o ato sexual. É uma substância fundamental para a vitalidade e o transporte dos espermatozoides, portanto, representa um papel fundamental na fertilidade masculina.
Apresenta consistência firme e homogênea ao toque. Quando há a presença de câncer, sua consistência torna-se endurecida.

O que é câncer de próstata?

câncer de próstata é o mais comum entre os homens e de acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer, estão previstos 60.180 novos casos da doença no Brasil em 2012.

As causas do câncer de próstata ainda são desconhecidas. Embora apareça em homens com mais de 65 anos de idade, as chances de desenvolver a doença aumentam em até dez vezes se já houve algum caso de câncer de próstata na família, como pai ou irmão. Outros fatores, como o estilo de vida, alimentação inadequada à base de gordura animal e pobre em frutas, legumes, verduras e grãos também podem interferir no surgimento da doença.

Este é um tipo de câncer que demora a se manifestar, exigindo exames preventivos com frequência para não ser descoberto em estado avançado e potencialmente fatal. Homens a partir dos 50 anos de idade (ou 45, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar os exames preventivos.
O toque retal, que é rápido e indolor, mostra se a próstata apresenta algum tipo de alteração. Caso seja detectada, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico, como a dosagem de PSA (antígeno prostático) no sangue e a biópsia, que é a retirada de fragmentos da glândula para análise. A partir dos resultados, o urologista poderá dar o diagnóstico correto.
Conforme o tumor cresce, há dificuldade de urinar; o jato de urina fica mais fraco; aumenta a frequência das micções, especialmente à noite; há dor ou ardência no ato de urinar ou na ejaculação; e um pouco de sangue pode aparecer na urina ou no sêmen. Em uma fase mais avançada, pode causar dores nos ossos, infecções generalizadas e até insuficiência renal.
O comportamento masculino no Brasil
  • Homens maduros associam o câncer de próstata à perda da virilidade e da identidade masculina, o que gera grande sofrimento emocional e familiar;
  • Muitos homens não buscam diagnóstico sobre o câncer de próstata por receio de se submeter ao exame de toque;
  • Poucos pacientes têm informação sobre os recursos para tratar o câncer de próstata e as seqüelas decorrentes do próprio tratamento, como eventuais dificuldades na saúde sexual;
  • saúde ainda é vista como “coisa feminina” e os serviços de saúde constituem espaços pouco freqüentados por eles;
  • qualidade de vida se altera desde o momento do diagnóstico;
  • Sentem-se isolados, têm dificuldades para buscar e fazer uso de suporte social;
  • Limitam seu contato apenas aos familiares e pessoas envolvidas com a doença.

O impacto provocado pela doença e pelo tratamento na vida dos homens

Alteração na qualidade
de vida e da sexualidade
Limitações físicasDiminuição da capacidade
de ereção, cansaço, fadiga
Sofrimento
emocional com a
retirada dos testículos
Crise de identidade
ao confundir
masculinidade com
desempenho sexual

Prevenção

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam um exame de próstata anualmente, o que compreende o toque retal feito por um urologista e o exame de sangue para a dosagem do PSA. Segundo estes especialistas, o toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom, por exemplo. Recomendam também que homens com histórico de câncer de próstata na família iniciem mais cedo os exames de prevenção.   

Fatores de Risco

Assim como em outros tipos de câncer, a idade é um marcador de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após os 50 anos.
história familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade é outro fator importante, podendo aumentar o risco de três a 10 vezes em relação à população em geral e refletir características herdadas e estilos de vidacompartilhados entre os membros da família.
A influência da alimentação sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou mecanismos através dos quais ela pode influenciar o desenvolvimento do câncer da próstata. As evidências apontam que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e pobres em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis.
Também tem sido apontada uma relação positiva entre o alto consumo energético total e ingestão de carne vermelha, gorduras e leite e o risco de câncer da próstata. Por outro lado, o consumo de frutas, vegetais ricos em carotenoides (como o tomate e a cenoura) e leguminosas (como feijões, ervilhas e soja) tem sido associado a um efeito protetor.
Além desses, alguns componentes naturais dos alimentos, como as vitaminas (A, D e E) e minerais (selênio), também parecem desempenhar um papel protetor. Já outras substâncias geradas durante o preparo de alguns alimentos, como as aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, têm sido consideradas como componentes da dieta que poderiam aumentar o risco de câncer da próstata.
Outros fatores cujas associações com câncer da próstata foram detectadas em alguns estudos incluem o “fator de crescimento análogo à insulina” insulin-like growth factor, consumo excessivo de álcool e tabagismo.
Homens com sobrepeso e obesos também possuem maior risco de desenvolver câncer de próstata.
Em geral, sabe-se pouco sobre a maioria dos fatores estudados em relação ao câncer de próstata, já que os estudos epidemiológicos têm encontrado resultados inconsistentes. As justificativas que norteiam a detecção precoce do câncer da próstata, assim como de qualquer outro tipo de câncer é que, quanto mais inicialmente a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo e mutilante.

Sintomas

Antes de entrarmos nas opções de tratamento para o câncer de próstata, é importante que o homem conheça quais são os principais sintomas que podem indicar que algo não vai bem com a sua saúde.
É importantíssimo que os homens desenvolvam o hábito de prestar atenção ao seu organismo, sintomas repentinos e alterações, de forma que ele possa procurar um médico para tirar dúvidas, ser orientado e tratado.
Afinal, a saúde é o maior patrimônio que cada um de nós possui.

Conheça os sintomas que podem indicar um câncer na próstata

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos homens não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata. Confira os sintomas que são suspeitos e merecem uma consulta ao médico:
  • A sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar;
  • Dificuldade de iniciar a passagem da urina;
  • Dificuldade de interromper o ato de urinar;
  • Urinar em gotas ou jatos sucessivos;
  • Necessidade de fazer força para manter o jato de urina;
  • Necessidade premente de urinar imediatamente;
  • Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos);
  • Problemas em conseguir ou manter a ereção;
  • Sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros);
  • Dor durante a passagem da urina;
  • Dor quando ejacula;
  • Dor nos testículos;
  • Dor lombar, dor na bacia ou joelhos;
  • Sangramento pela uretra;
  • Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.



  

Diagnóstico

diagnóstico de câncer da próstata é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata, que deve ser considerada sempre que houver anormalidades no toque retal ou na dosagem do PSA. O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência a se disseminar, ajudando na determinação do melhor tratamento para o paciente.
Cada tipo de câncer tem uma história natural e evolução peculiares. Um mesmo órgão pode ter vários tipos de doenças malignas, com distintos graus de gravidade. Também é distinta a evolução de tumores de mesma linhagem celular quando acometem órgãos diferentes. De maneira geral, não existe um caso igual a outro: a idade do paciente, o estado geral em que se encontra, a extensão da positividade na biópsia, o tipo de diferenciação das células (se elas se parecem com a glândula original ou não), são algumas das variáveis para análise da gravidade de caso.

Conheça os exames diagnósticos:

Toque retal –  o exame de toque retal é utilizado para diagnosticar qualquer anormalidade na próstata. De acordo com os especialistas, o exame do toque retal deve ser realizado por homens acima de 50 anos. Dura aproximadamente 10 segundos, é simples e praticamente indolor, além de não afetar a masculinidade.
É sempre recomendável e também fundamental para detectar o estágio da doença, bem como para definição do tratamento.

PSA (antígeno prostático específico) – é a dosagem de uma proteína do sangue por meio de exame de sangue. O valor limite do PSA aceitável é abaixo de 4 ng/ml, porém podem existir tumores com PSA abaixo deste valor. Quando o PSA estiver acima de 10 ng/ml há indicação formal para biópsia. Para valores entre 4-10 ng/ml, deve-se também levar em consideração a velocidade do PSA e a relação PSA livre/total.
Ultrassom transrretal - Pode ser usado para orientar a biópsia da próstata. Também poder ser útil na determinação do volume prostático e para avaliar a extensão local da doença.
Cintilografia Óssea - É fundamental na identificação do estágio do câncer da próstata, sendo altamente sensível, porém pouco específica. É indicada em todo paciente portador de câncer da próstata com PSA > 20ng/ml e PSA entre 10-20 com graduação histológica de Gleason > 7.

Tratamentos

Os tratamentos devem ser individualizados para cada paciente, levando-se em conta a idade, o estadiamento do tumor,
o grau histológico, o tamanho da próstata, as comorbidades, a expectativa de vida, os anseios do paciente e os recursos técnicos disponíveis.

câncer de próstata pode ser localizado (só afetando a próstata), localmente avançado ou avançado (o câncer já se moveu para além dos limites da próstata). Se os médicos acreditam que o câncer afetou somente a próstata:
Vigilância ativa – caso em que o estágio do câncer é observado de perto e o tratamento iniciado somente quando e se necessário. Tem por objetivo evitar o tratamento desnecessário em homens com baixo risco de câncer. O método também detecta cânceres que começam a se tornar mais agressivos e que, portanto, necessitam tratamento.
Cirurgia – é a remoção total da próstata por intervenção cirúrgica (prostatectomia radical). É usada para tratar o câncer que está contido dentro da glândula da próstata. A cirurgia dura em torno de duas horas, o período de internação gira em torno de setenta e duas horas, não causando transtornos dolorosos. Os pontos da ferida cirúrgica são retirados após sete a dez dias. A sonda uretral deve permanecer de dez a catorze dias. Caso haja perda urinária após a sua retirada, aconselha-se o uso de absorventes apropriados existentes no mercado.
Radioterapia - utiliza alta energia (raios-X) irradiada a partir de uma máquina (radioterapia externa) ou liberada por sementes radioativas implantadas na próstata (braquiterapia) para matar as células cancerosas.
Radioterapia externa - No início do tratamento, a localização da próstata é marcada com tinta sobre a pele, para guiar a radiação. A radiação eletromagnética é aplicada sobre a próstata da mesma forma como é feito um Raio–X .
O tratamento é realizado cinco vezes por semana (segunda a sexta-feira) por sete a oito semanas. Cada sessão dura cerca de quinze minutos e o tratamento em si é indolor.
A radiação pode ser utilizada:
  • Em vez da cirurgia para homens com câncer de próstata localizado;
  • Para homens cujos tumores estão espalhados na pelve, mas não nos linfonodos;
  • Para reduzir tumores e proporcionar alívio da dor no câncer de próstata avançado.
Braquiterapia- implantação de sementes radioativas na próstata.
Braquiterapia de alta dosagem – fontes temporárias de radiação são direcionadas diretamente para a próstata.
Efeitos Colaterais –  a maioria dos efeitos colaterais envolve o reto e a bexiga e podem ser:
  • Sangramento, diarreia retal, frequência urinária, incontinência urinária e hemorragia da bexiga;
  • Os efeitos secundários são geralmente ligeiros e desaparecem após o tratamento ter sido interrompido. Radioterapia externa também pode causar cansaço sem melhora até um ou dois meses após a conclusão do tratamento;
  • 20 a 50 % dos homens perdem a capacidade de obter uma ereção dentro de um a dois anos após o tratamento (impotência geralmente não começa logo após o tratamento). Acredita-se que, ao longo do tempo, a radiação tem um preço gradual sobre os nervos e vasos sanguíneos que controlam a ereção.

Há também outras formas mais raras de tratamento, que no futuro podem vir a ser mais comuns:

Crioterapia - congelamento da próstata; este tipo de tratamento ainda está em fase experimental.
Ultrassom Concentrado de Alta Intensidade – ondas de ultrassom de alta frequência são utilizadas para aquecer e destruir células cancerosas. Este tipo de tratamento ainda está em fase experimental. Se estiver no estágio localmente avançado ou avançado, pode ser oferecida a alternativa de terapia hormonal, sozinha ou em combinação com outras alternativas de tratamento.
Terapia hormonal - os especialistas em câncer utilizam a terapia hormonal para interromper o fluxo de testosterona para as células cancerosas. Há três tipos básicos de terapia hormonal: usando cirurgia, injeções ou comprimidos.
Quimioterapia – drogas específicas que destroem as células do câncer. Este tipo de tratamento pode ser usado nos casos em que o câncer da próstata já se espalhou para além dos limites da glândula e não está mais respondendo à terapia hormonal. Homens em estágios iniciais de câncer de próstata podem ser submetidos a este tipo de tratamento.
Bisfosfonatos – é um grupo de drogas que pode ser usado por homens portadores de câncer de próstata que se tenha espalhado pelos ossos. Não tratam o câncer, mas auxiliam na redução dos sintomas.
Radioterapia paliativa – radioterapia ministrada para auxiliar a diminuir os sintomas e as dores causadas pelo câncer, sem, contudo curá-lo.

Informações adicionais

Escore de Gleason - para se obter o escore total da classificação de Gleason, que varia de2 a 10, o patologista gradua de1 a 5 as duas áreas mais frequentes do tumor e soma os resultados. Quanto mais baixo é o escore de Gleason, melhor será o prognóstico do paciente. Escores entre 2 e 4 significam que o câncer provavelmente terá um crescimento lento. Escores intermediários, entre 5 e 7, podem significar um câncer de crescimento lento ou rápido e este crescimento vai depender de uma série de outros fatores, incluindo o tempo durante o qual o paciente tem o câncer. Escores do final da escala, entre 8 e 10, significam um câncer de crescimento muito rápido.
Gleason de 2 a 4 – existe cerca de 25% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida.
Gleason de 5 a 7 – existe cerca de 50% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida.
Gleason de 8 a 10 – existe cerca de 75% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida. É sempre recomendável e também fundamental no estadiamento da doença, bem como para definição do tratamento.
qualquer dúvida entre no site: http://www.umtoqueumdrible.com.br/tratamentos/

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