A população do sul do Espírito Santo está chocada com os sucessivos suicídios que vêm acontecendo em Cachoeiro de Itapemirim e região. A começar pela empresária Denise de Moraes Marchini, 50, que em agosto de 2012, se jogou do quarto andar do prédio em que morava. Só dos que foram registrados pela imprensa são seis.
Mata mulher e se enforca
No início do mês de abril de 2012,o borracheiro Pedro Luiz da Rocha, de 51 anos, matou a sua esposa, Solange Pereira Campos Rocha, 46, dentro de casa, no bairro Rosa Meirelles. E logo em seguida se enforcou. Por volta das 7h do dia 02 de abril ele foi visto andando por uma estrada de chão na localidade de Sapucaia, próximo a Rio Novo do Sul. Testemunhas afirmaram ter visto o homem com uma corda na mão e minutos depois foi encontrado morto dependurado numa arvore.
Salto para morte
A empresaria estava deitada na sacada do prédio com as pernas para baixo. Os militares apertaram o interfone e por coincidência acionou o apartamento do filho da empresária. Nem os apelos populares, da família, muito menos a negociação policial foram capazes de deter Denise. Ela colocou os pés na parede e se jogou do edifício. Os bombeiros tentaram salvá-la encaminhando para um hospital da cidade, mas ela acabou falecendo a caminho.
Antes de se matar, tiros
Outro caso é o do adolescente Alexandro Manequini Cristo, de 16 anos, morador do bairro Abelardo Machado, em Cachoeiro de Itapemirim-ES, ele, no início do mês de novembro de 2012, ele estava numa casa acompanhado de um sargento da Polícia Militar. O jovem pegou a arma do policial e saiu correndo para fora da residência efetuando vários disparos e logo depois atirou contra a sua cabeça. Alexandro morreu na hora. O caso aconteceu na localidade de posto Dantas, zona rural de Vargem Alta-ES.
Filho do coronel
O jovem Leandro Pereira, agente penitenciário, formado em Direito. Por volta das 14h00, em Marataízes, na Cidade Nova, também tirou sua vida com um tiro na cabeça, na residência do pai, coronel reformado Paulo César Pereira, ex-comandante do Batalhão da Polícia Militar de Cachoeiro de Itapemirim-ES e ex-secretário de Segurança do Município Cachoeirense. Conforme amigos mais próximos, Leandro andava um pouco deprimido.
Pendurado numa corda
O caso mais recente foi o de Tiago de Brito Barbosa, de 27 anos. O corpo dele estava pendurado numa corda na varanda que fica nos fundos do prédio onde morava. O caso aconteceu na Rua Antônio Cardoso Coelho , no Baixo Monte Cristo, em Cachoeiro de Itapemirim-ES. A Polícia Militar constatou que o mesmo utilizou uma corda para cometer o suicídio. O rapaz ainda estava com o rosto coberto com uma camisa preta. O empresário Edson Silva Barbosa, de 62 anos , ficou desesperado e ficou surpreso com o ato do filho, já que era um rapaz tranquilo e desconhece motivo pelo ocorrido.
Enforcado no Baiminas
Um jovem se matou na semana passada no bairro Baiminas em Cachoeiro de Itapemirim. A família pediu para não divulgar o caso.
Depressão explosiva
A explosão que matou, na madrugada de quarta-feira (2), a professora aposentada Ires Pontes dos Santos, de 70 anos, moradora de Rio Novo do Sul pode ter sido provocada por ela mesma, segundo informações extraoficiais. O caso aconteceu na localidade de São Domingos, zona rural da cidade.
A polícia civil encontrou na residência vários presentes e cartas para os amigos, os quatro animais de estimação da aposentada foram mortos antes da explosão em um local isolado. Eles estavam enrolados em um pano e deixados sobre um colchão o que, segundo a perícia, seria forte indicio de suicídio.
Ires poderia estar passando por problemas pessoais, já que há a informação de que uma pessoa muito querida lhe foi tirada na semana de sua morte.
Coragem ou covardia?
O suicídio é visto por alguns como um ato de covardia, mas por outros como um ato de coragem da pessoa que abriu mão da própria vida e de seus anseios. No entanto, esse “ato de coragem” foi cometido porque estava mergulhada num sentimento de desesperança e pessimismo que a impedia de encontrar uma saída.
Para a especialista Alexandrina Meleiro, existem fatores de risco e de proteção. São fatores de proteção, por exemplo, ter religião, participar de grupos sociais e esportivos, ter amigos, filhos, ser casado. Já entre os fatores de risco destacam-se: ser homem, ter uma doença mental ou física e não contar com suporte social-familiar.
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