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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Se o mundo fosse acabar, o que você faria?


O Jornalista foi às ruas para saber que planos as pessoas gostariam de realizar no último dia.

Carlos Alberto Silva - GZ
O professor de História Augusto Cândido, 40 anos, gostaria de passar o fim do mundo dançando com os amigos para terminar feliz
"Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar...", diz a canção, eternizada na voz de Carmem Miranda, que parece ter tudo a ver com a crença de que a existência da Terra não vai passar da próxima sexta-feira (21). A composição, de 1938, é uma prova de que as profecias sobre o fim do mundo não são novidades e já falharam algumas vezes.

Mas e se os Maias estivessem certos? E se o mundo realmente fosse acabar no dia 21? O que você gostaria de fazer e onde gostaria de estar? A GAZETA conversou com algumas pessoas para saber quais seriam seus planos se tivessem a certeza do fim. 

Crença

Toda a crença em torno do dia 21 de dezembro começou graças à interpretação de um calendário da antiga civilização que habitava parte da América Central. Em tese, o calendário colocaria essa data como o último dia da humanidade. Há outros monumentos maias que também apontariam esse dia como o final de um ciclo. 

Entre os especialistas que desmentiram as profecias está a Agência Espacial Norte Americana, a Nasa, e até mesmo o departamento de astronomia do Vaticano. 

Nasa

Foto: Carlos Alberto Silva - GZ
Carlos Alberto Silva - GZ
Ver o mundo acabar em meio às ondas do mar com sua prancha. Esse seria o cenário ideal para o surfista Eliadson Cavalcanti, 30, apaixonado pelo mar desde criança
Segundo a Nasa, não há evidências de que os planetas do sistema solar 'estejam se alinhando', como dizem algumas teorias, e que esse possível alinhamento, ainda que acontecesse, teria poucos efeitos sobre a Terra. A agência também refuta a possibilidade de tempestades solares ou de planetas em rota de colisão com a Terra, como diz uma teoria ligada à civilização suméria. 

Ao longo da história, outras profecias parecidas também não se cumpriram. Uma delas foi a de que o Apocalipse aconteceria na virada entre o ano 999 e 1000. Na época, até o papa, Silvestre II, chegou a celebrar uma missa com rituais especiais.

Outro data cercada pelo mito foi a da virada para o ano 2000, com o chamado "Bug do Milênio", quando se acreditava que alguns computadores e sistemas antigos, que abreviavam os anos com os dois últimos dígitos, "voltariam" para o ano de 1900, o que poderia causar uma grande pane. Mas o tal bug teve efeitos nulos. 

O pastor americano Harold Camping, já chegou a prever o fim do mundo duas vezes, só no ano passado, para 21 de maio e 21 de outubro. 

Nada aconteceu em nenhuma dessas datas acima. E tudo indica que a próxima sexta-feira será mais uma delas. Enfim, a humanidade deve sobreviver a mais um "fim do mundo", pelo menos até a próxima profecia.

Cidades brasileiras em alerta para a data

Há brasileiros que realmente acreditam que o mundo vai acabar depois de amanhã e estão fazendo uma série de preparativos para a data que marcaria o desaparecimento da humanidade.

Na cidade de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, até o prefeito, Décio Colla, alertou a população sobre o fim. Em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, ele declarou ter lido livros e estudado o tema, por isso resolveu fazer o alerta. "Não vou esconder essa informação do povo", disse. 

Outra cidade que tem o 21 de dezembro cercada de misticismo é Alto Paraíso, em Goiás. A expectativa é que a cidade receba cerca de 15 mil turistas, o que representa mais que o dobro da população local. 

Isso porque há uma crença de que a cidade estaria protegida de qualquer profecia apocalíptica, devido à altitude e à presença de uma grande quantidade de cristais em seu subsolo.

A prefeitura chegou a, inclusive, pedir reforço no policiamento local. Áreas como o atendimento médico e o efetivo de policiais civis também devem ser reforçadas para dar conta de atender à grande demanda que deve chegar à região especialmente para a data.

Fonte: A Gazeta

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