Marcelo Coelho (PDT) lidera com 64,1%. Jones Cavaglieri (PSB) tem 9,2%. G1 apresenta o perfil dos candidatos.
O Instituto Futura divulgou o resultado de uma pesquisa eleitoral no município de Aracruz, na região Rio Doce do Espírito Santo. O instituto entrevistou 401 eleitores na última sexta-feira (27) e a margem de erro é de 4,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. Na pesquisa estimulada, quando as opções são mostradas aos entrevistados, Marcelo Coelho, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), aparece com 64,1%; Jones Cavaglieri, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), tem 9,2%; Doutora Gilcinéia, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), está com 7,5%.
Os que responderam votar Nulo, Branco ou em ninguém somam 8%. Não sabem, não responderam e indecisos são 11,2%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número ES-00026/2012. A pesquisa completa estará disponível no Jornal A Gazeta desta terça-feira (31) e no portal G1 a partir das 12h também desta terça.
Em Aracruz, os votos serão disputados por Doutora Gilcineia, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol); Jones Cavaglieri, do Partido Socialista Brasileiro (PSB); e Marcelo Coelho, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Para o cientista político Fernando Pignaton, a disputa deverá ficar restrita aos candidatos Jones Cavaglieri e Marcelo Coelho.
"Lá a situação deverá ficar polarizada entre duas candidaturas. Marcelo Coelho tem a força de ser deputado estadual e Jones é o atual vice-prefeito. Aracruz teve muitos problemas de denúncias no último mandato, de Ademar Devens, e o desafio da campanha será Jones se desvincular de estar ligado ao mandato", analisou Pignaton.
Doutora Gilcineia
Com 51 anos, a advogada Gilcineia Ferreira Soares é natural de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Conhecida como Doutora Gilcineia, se tiver um bom desempenho nas urnas, a candidata será uma surpresa, segundo o cientista político Fernando Pignaton.
"É uma candidatura de pouca musculatura política, sem muito peso, visa a inserção do seu partido no cenário político de Aracruz", avaliou Pignaton. A candidata foi procurada pelo G1 mas não foi localizada até o término da reportagem. Gilcineia declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um patrimônio de R$ 285.500, com um carro, uma motocicleta e um terreno. O limite de gastos de campanha informado foi de R$ 500.000.
Jones Cavaglieri
Natural de Aracruz, o candidato tem 61 anos e é técnico em mecânica. Possui notoriedade no cenário político aracruzense pelo seu mandato como vereador no período de 1997 a 2000 e vice-prefeito de 2004 até 2012. Se candidatou a deputado federal por duas vezes.
"O fato de ser do partido do governador dá algum alento ao Jones. O grande problema é que ele foi vice-prefeito da administração do Ademar Devens que teve uma série de denúncias e interferências judiciais, ele está vincualdo a essa administração e isso pode lhe causar um desgaste muito grande", frisou o cientista político Fernando Pignaton.
O candidato disse ao G1 que não possui ligação com as denúncias contra o atual prefeito. "Alguns não lembram, mas também fui vice-prefeito de 2005 a 2008, um período excepcional de administração. Após a reeleição do Devens, quando fui reeleito vice, de lá pra cá a prefeitura não conseguiu executar as obras, houve uma série de denúncias contra o prefeito e a Câmara, mas eu passei longe disso. E hoje também não sou candidato do prefeito, não tenho minha imagem vinculada a ele, e isso não atrapalhará minha campanha", disse Cavaglieri.
No site do TRE, o candidato informou ter R$ 1.170.000 em patrimônio entre aplicações financeiras, salas comerciais, casas e um carro. O limite de gastos de campanha declarado é de R$ 3 milhões.
Marcelo Coelho
Com 41 anos, o candidato morou boa parte de sua vida em Barra do Riacho, distrito de Aracruz. Trabalhou em marcenarias e açougues da família. Foi vereador e vice-prefeito de Aracruz e Gerente de Planejamento Rural Sustentável da Secretaria de Agricultura (Seag). Eleito deputado estadual em 2006, foi reeleito em 2010. Atual deputado estadual, Marcelo Coelho atuou como líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa.
"Há um alinhamento de forças em torno do nome dele, ele sempre foi um nome alternativo a série de denúncias que a administração municipal de Aracruz teve. Sua atuação na Assembleia o legitima para eleição, virou força de oposição durante esse período de denúncias no município", disse Fernando Pignaton.
O candidato informou ao TRE ter um patrimônio de R$ 787.377, entre veículos, depósitos bancários e uma casa. O limite de gastos na campanha foi eclarado em R$ 2 milhões.
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