Os vigilantes patrimoniais, responsáveis pela segurança das agências bancárias, pararam ontem em todo o país. Eles reivindicam o pagamento de 30% de adicional de periculosidade, previsto na lei 12.740, do governo federal, aprovada em dezembro do ano passado, mas ainda não regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Os profissionais querem ainda 17% de aumento salarial, que atualmente é de R$ 931,54, e reajuste do tíquete-alimentação, de R$ 13,80 para R$ 16,00, ao dia. O Sindicato Patronal (Sindesp-ES), que paga 12% de adicional, fez uma contraproposta, oferece 16%.
Em Cachoeiro, alguns estabelecimentos financeiros não funcionaram e houve agência que contratou segurança particular para poder abrir. “Houve adesões em vários municípios da região, como Vargem Alta, Alegre, Presidente Kennedy, Iconha e Rio Novo do Sul. Em Cachoeiro, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não funcionaram e o Sicoob Credirochas contratou seguranças para poder abrir”, conta Gutemberg Guedes, secretário geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), entidade à qual o sindicato dos vigilantes é filiada.
Segundo Gutemberg, não haverá manifestações neste final de semana, mas, a partir de segunda-feira, o movimento deve ser intensificado e mais agências devem deixar de funcionar por falta de segurança.
Trinta vigilantes estavam parados ontem na Praça Jerônimo Monteiro, no Centro da cidade, como uma forma de protesto.
Jorge Martins, um dos grevistas, disse que o grupo continuará sem trabalhar até que a legislação seja cumprida. "A lei foi aprovada e precisa ser colocada em prática. Os bancos só vão funcionar com segurança, e nós não vamos estar lá, então, não haverá atendimento", conclui.
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