Postado por Jose Caldas em outubro 20, 2012 // Deixe seu comentario
Diretamente das urnas mortuárias para as urnas eleitorais? Qual o mistério que envolve um inusitado voto registrado na sessão 0162 na Zona Eleitoral 0030, em Nova Venécia, a 250km de Vitória, na região Noroeste do Espírito Santo?
De acordo com o que foi divulgado pelo site Gazeta do Norte, devidamente documentado, uma mulher, que hoje estaria com 53 anos, votou normalmente no pleito eleitoral do último dia 7 de outubro de 2012, quando Lubiana Barrigueira (PSB) derrotou o atual prefeito Wilson Japonês (PP) e elegeu-se para governar o município a partir de 1º de janeiro de 2013.
Tudo estaria perfeito se a “eleitora” Carmem Mota Lusquinho não estivesse morta e enterrada desde o dia 17 de outubro de 2011 no cemitério da cidade. Mas nas últimas eleições ela, que sequer era eleitora quando morreu, conforme consta da certidão de óbito expedida pelo Cartório Romeu Cardoso, “compareceu” direitinho na sessão eleitoral 0162, que funciona na Escola Lar de Fátima, e com o título de eleitor n°007666521473 exerceu seu direito cidadão de escolheu prefeito e vereador.
Sessão mediúnica? Invençã? Pessoa homônima? Não. Uma simples demonstração de que, assim como aconteceu em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, pode acontecer em qualquer lugar do Brasil, graças à falta de sintonia entre os órgãos públicos.
O Espírito Santo foi o primeiro Estado brasileiro a divulgar o primeiro prefeito eleito nas últimas eleições municipais: apenas 18 minutos depois de encerradas as votações, já se sabia o nome do primeiro prefeito do Brasil: Ubaldo Martins (PDT). Mas talvez seja o primeiro também a ter, comprovadamente, um eleitor fantasma.
Na certidão de óbito consta que Carmem Mota Lusquinho era dona do lar, solteira, residia no bairro Bonfim e faleceu no Hospital São Marcos, localizado no mesmo município. O laudo médico mostra que a morte foi por causa indeterminada.
O sepultamento da “eleitora fantasma” foi feito no cemitério Bonfim. No túmulo onde ela foi enterrada ainda permanece a cruz, feita em madeira, com o nome da falecida.
Como a Justiça Eleitoral é federal, o caso deverá ser investigado pela Polícia Federal, para se saber quem tirou um título de eleitor em nome da pessoa morta e ainda votou em seu lugar. Mais importante que isso, entretanto, é fazer um pente fino para descobrir outros casos.
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