ITAPEMIRIM

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cidades do interior são mais eficazes na hora de investir


Recursos são empregados em ruas, avenidas, saneamento, drenagem e outros.

Os municípios do interior do Espírito Santo não são os que mais investem, mas são os mais eficientes na hora de empregarem recursos em ruas, avenidas, saneamento, drenagem e demais investimentos. É isso o que mostra a edição deste ano da revista Finanças dos Municípios Capixabas. 

De acordo com a publicação, em 2011, Vitória, com R$ 237,73 milhões foi a prefeitura capixaba que mais fez investimentos. Esse montante representou 17,4% de todas as despesas da Capital no ano passado. Vale dizer que a Capital foi também a que mais arrecadou em 2011: R$ 1,388 bilhão. Itapemirim, município do Litoral Sul, aplicou R$ 35,38 milhões ou 28,5% do total de despesas. Ou seja, mais para obras, menos para pessoal e custeio.


A revista mostra que enquanto Itapemirim gastou, no ano passado, R$ 46,5 milhões (37,5% do total de despesas) com pessoal, R$ 40,54 milhões (32,7%) com custeio e R$ 35,38 milhões (28,5%) com investimentos, Fundão, que pelo segundo ano consecutivo apresenta a pior relação investimento/despesa, 2,8%, coloca, dos R$ 40,31 milhões de despesas registrados em 2011, R$ 24,94 milhões (61,9%) em pessoal, R$ 12,89 milhões (31,9%) em custeio e apenas R$ 1,13 milhão em investimentos. 

Todas as dez cidades do Espírito Santo com as maiores participações de investimentos no total das despesas são do interior: Itapemirim, Anchieta, Marataízes, Mucurici, Laranja da Terra, Afonso Cláudio, São Roque do Canaã, Venda Nova do Imigrante, Ponto Belo e Boa Esperança. Na média do Estado, de cada R$ 100 gastos com despesas, R$ 15,40 vão para investimentos.

"Há muita influência dos royalties nesses números. Mas também há bons e maus exemplos de planejamento", argumenta o diretor da Finanças dos Municípios Capixabas, Alberto Borges.

O interior também destaca-se no investimento por habitante. Dos dez maiores, apenas Vitória não fica no interior. O maior índice per capita em 2011, R$ 2.556, é de Presidente Kennedy.

Crise pesa

No ano passado, todos 78 municípios do Estado juntos investiram R$ 1,21 bilhão, um crescimento de 11,7% na comparação com 2010, mas ainda abaixo dos R$ 1,24 bilhão de 2008. A expansão, por sinal, é bem inferior aos 21,5% registrados no ano retrasado.

Para Alberto Borges, tratam-se de números normais diante da atual conjuntura econômica. "A crise de 2008 foi bastante forte, atingiu em cheio as finanças municipais, tanto que em 2009 os investimentos caíram 28,3%. Depois disso, tiveram um triênio complicado, as prefeituras se viram obrigadas a cortar, nessas horas os investimentos sempre sofrem. Com relação ao crescimento, 2010 cresceu forte porque partimos de uma base pequena em 2009".




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